terça-feira, 19 de maio de 2020

Olá meninos, olá meninas ♥

Espero que estejam todos bem e tranquilos diante da situação em que estamos vivendo.
Essa mesma situação nos remete a reflexão e não é que em muitas histórias de ficção sejam elas romance, crônica, contos etc… estão repletas de situações parecidas com a nossa realidade atual?
Outro tipo de texto que faz parte do nosso cotidiano são as letras de músicas, e isso não quer dizer somente aquelas músicas românticas e 'xonadas' não!

"Como já vimos no nosso encontro anterior (que por sinal foi o único) romance é um Gênero Literário com uma trama longa que envolve vários personagens  podendo ter ou não um enredo romântico."

E uma música que tem a letra falando de situação parecida, mas não idêntica, graças a Deus, é do (meu primo, brincadeira kkkk) cantor Raul Seixas 'O dia em que Terra parou' sente só o drama:


 Na letra dessa música é possível ver uma semelhança com o isolamento social que praticamente o Mundo todo está vivendo.
A arte de forma geral tem o efeito de transpor a realidade com a ficção. E no conto situado no livro Cadeiras Proibidas do autor Ignácio Loyola Brandão temos uma situação que a gente imagina seja a vontade de muitas pessoas no mundo real: esquecer de tudo, tudo mesmo… até o que a gente comeu no almoço, afinal pra quê lembrar disso?

Só vou lembrar vocês de uma coisinha: o conceito de conto




O homem que queria eliminar a memória
Entrou no hospital, mandou chamar o melhor neurocirurgião. Disse que era caso de vida ou morte. Não se sabe como, o melhor neurocirurgião foi atendê-lo. Médicos são imprevisíveis. Precisa-se muito e eles falham. Subitamente, estão ali, salvando nossas vidas, ele pensou, sem se incomodar com o lugar comum.
Estava na sala diante do especialista. Uma sala branca, anônima. Por que é sempre assim, deprimindo a gente logo de entrada?
O médico:
– Sim?
– Quero me operar. Quero que o senhor tire um pedaço do meu cérebro.
– Um pedaço do cérebro? Por que vou tirar um pedaço do seu cérebro?
– Porque eu quero.
– Sim, mas precisa me explicar. Justificar.
– Não basta eu querer?
– Claro que não.
– Não sou dono do meu corpo?
– Em termos.
– Como em termos?
– Bem, o senhor é e não é. Há coisas que o senhor está impedido de fazer. Ou melhor, eu é que estou impedido de fazer no senhor.
– Quem impede?
– A ética, a lei.
– A sua ética manda no meu corpo? Se pago, se quero, é porque quero fazer do meu corpo aquilo que desejo. E acabou!
– Olha, a gente vai ficar o dia inteiro nesta discussão! E não tenho tempo a perder. Por que o senhor quer cortar um pedaço do cérebro?
– Quero eliminar a memória.
– Para quê?
– Incrível! As pessoas só sabem perguntar: o quê? por quê? para quê? Falei com dezenas de pessoas e todos me perguntaram: por quê? Não podem aceitar, pura e simplesmente, alguém que deseja eliminar a memória.
– Já que o senhor veio a mim, tenho o direito dessa informação.
– Não quero me lembrar de nada. Só isso. As coisas passaram, passaram. Fim!
– Não é tão simples! Na vida diária, o senhor precisa da memória. Para lembrar pequenas coisas. Ou grandes. Compromissos, encontros, coisas a pagar etc.
– É tudo isso que vou eliminar. Marco numa agenda, olho ali e pronto.
– Não dá para fazer, de qualquer modo. A medicina não está tão adiantada!
– Em lugar nenhum posso eliminar a minha memória?
– Que eu saiba, não.
– Seria muito melhor para os homens. O dia a dia. O dia de hoje para a frente. Entende o que eu quero dizer? Nenhuma lembrança ruim ou boa, nenhuma neurose. O passado fechado, encerrado. Definitivamente bloqueado. Não seria engraçado? Não se lembrar do que se tomou no café da manhã? E para que me lembrar do que tomei no café da manhã?
– Se todo mundo agisse assim, acabaria a história.
– E quem quer saber de história?
– Imaginou o mundo?
– Feliz, tranquilo. Só de futuro. O dia em vez de se transformar em passado de hoje, mudando-se em futuro. Cada instante projetado para a frente.
– Não é bem assim. Teríamos apenas uma soma de instantes perdidos. Nada mais. Cada segundo eliminado. A sua existência comprovada através do quê?
– Quem quer comprovar a existência?
págs. 32/33/34
– A gente precisa.
– Para quê?
O médico pensou. Não conseguiu responder. Estava totalmente confuso. Pediu ao homem que voltasse outro dia. O médico subiu para os brancos corredores do hospital, passou pela sala de operações. Chamou um amigo.
– Estou pensando em tirar um pedaço do meu cérebro. Eliminar a memória. O que você acha?
– Muito boa ideia. Por que não pensamos nisto antes? Opero você e depois você me opera. Também quero.
Ignácio de Loyola Brandão, in Cadeiras proibidas

Com certeza tem muitas coisas que gostaríamos de esquecer, então me contem…
 Faça uma redação com todo esse sentimento que está preso aí dentro de você.
Não se preocupe com palavras bonitas apenas deixe fluir o que está na sua cabeça sobre toda a realidade que te cerca. O ano de 2020 vai ficar para a História da humanidade como o ano em que a Terra praticamente parou, e que a gente gostaria de esquecer.
Mas o que não podemos esquecer é que o ano ainda não acabou. E as coisas vão melhorar. 
Solte a imaginação no caderno que a gente combinou de separar para o projeto, ou mesmo no caderno de Português caso ainda não tenha o do projeto.
Se quiser coloque uma foto aqui no comentário. E por falar nisso deixe o seu 'oi' por lá, pois é como vou comprovar sua presença tá?
E para ajudar:

 Vamos nos conectar por aqui toda quinta- feira, abraços e fiquem bem‼

Referências:
conto “O homem que queria eliminar a memória” — Ignácio de Loyola Brandão — Cadeiras Proibidas pags: 32/33/34       
Clipe da música https://www.youtube.com/watch?v=H8zbYY41Vus   
imagens https://www.google.com/            

4 comentários:

  1. Respostas
    1. Seja bem vindoooooo‼ Leia tudinhoooo e depois passe para a redação toda a sua emoção♥♥

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    2. Não tem hora que dá vontade de esquecer tudo? Mas achei o personagem radical demais… sei lá esquecer tudinho assim‼

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