Olá meninos, olá meninas ♥
Espero que estejam todos bem e tranquilos diante da situação em que estamos vivendo.Essa mesma situação nos remete a reflexão e não é que em muitas histórias de ficção sejam elas romance, crônica, contos etc… estão repletas de situações parecidas com a nossa realidade atual?
Outro tipo de texto que faz parte do nosso cotidiano são as letras de músicas, e isso não quer dizer somente aquelas músicas românticas e 'xonadas' não!
"Como já vimos no nosso encontro
anterior (que por sinal foi o único) romance é um Gênero Literário com uma
trama longa que envolve vários personagens podendo ter ou não um enredo
romântico."
Na letra dessa música é possível ver uma semelhança com o isolamento social que praticamente o Mundo todo está vivendo.
A arte de forma geral tem o efeito de transpor a realidade com a ficção. E no conto situado no livro Cadeiras Proibidas do autor Ignácio Loyola Brandão temos uma situação que a gente imagina seja a vontade de muitas pessoas no mundo real: esquecer de tudo, tudo mesmo… até o que a gente comeu no almoço, afinal pra quê lembrar disso?
Só vou lembrar vocês de uma coisinha: o conceito de conto
O homem que queria eliminar a memória
Entrou no hospital, mandou chamar o melhor
neurocirurgião. Disse que era caso de vida ou morte. Não se sabe como, o melhor
neurocirurgião foi atendê-lo. Médicos são imprevisíveis. Precisa-se muito e
eles falham. Subitamente, estão ali, salvando nossas vidas, ele pensou, sem se
incomodar com o lugar comum.
Estava na sala diante do especialista. Uma sala
branca, anônima. Por que é sempre assim, deprimindo a gente logo de entrada?
O médico:
– Sim?
– Quero me operar. Quero que o senhor tire um
pedaço do meu cérebro.
– Um pedaço do cérebro? Por que vou tirar um
pedaço do seu cérebro?
– Porque eu quero.
– Sim, mas precisa me explicar. Justificar.
– Não basta eu querer?
– Claro que não.
– Não sou dono do meu corpo?
– Em termos.
– Como em termos?
– Bem, o senhor é e não é. Há coisas que o
senhor está impedido de fazer. Ou melhor, eu é que estou impedido de fazer no
senhor.
– Quem impede?
– A ética, a lei.
– A sua ética manda no meu corpo? Se pago, se
quero, é porque quero fazer do meu corpo aquilo que desejo. E acabou!
– Olha, a gente vai ficar o dia inteiro nesta
discussão! E não tenho tempo a perder. Por que o senhor quer cortar um pedaço
do cérebro?
– Quero eliminar a memória.
– Para quê?
– Incrível! As pessoas só sabem perguntar: o
quê? por quê? para quê? Falei com dezenas de pessoas e todos me perguntaram:
por quê? Não podem aceitar, pura e simplesmente, alguém que deseja eliminar a
memória.
– Já que o senhor veio a mim, tenho o direito
dessa informação.
– Não quero me lembrar de nada. Só isso. As
coisas passaram, passaram. Fim!
– Não é tão simples! Na vida diária, o senhor
precisa da memória. Para lembrar pequenas coisas. Ou grandes. Compromissos,
encontros, coisas a pagar etc.
– É tudo isso que vou eliminar. Marco numa
agenda, olho ali e pronto.
– Não dá para fazer, de qualquer modo. A
medicina não está tão adiantada!
– Em lugar nenhum posso eliminar a minha
memória?
– Que eu saiba, não.
– Seria muito melhor para os homens. O dia a
dia. O dia de hoje para a frente. Entende o que eu quero dizer? Nenhuma
lembrança ruim ou boa, nenhuma neurose. O passado fechado, encerrado.
Definitivamente bloqueado. Não seria engraçado? Não se lembrar do que se tomou
no café da manhã? E para que me lembrar do que tomei no café da manhã?
– Se todo mundo agisse assim, acabaria a
história.
– E quem quer saber de história?
– Imaginou o mundo?
– Feliz, tranquilo. Só de futuro. O dia em vez
de se transformar em passado de hoje, mudando-se em futuro. Cada instante
projetado para a frente.
– Não é bem assim. Teríamos apenas uma soma de
instantes perdidos. Nada mais. Cada segundo eliminado. A sua existência
comprovada através do quê?
– A gente precisa.
– Para quê?
O médico pensou. Não conseguiu responder. Estava
totalmente confuso. Pediu ao homem que voltasse outro dia. O médico subiu para
os brancos corredores do hospital, passou pela sala de operações. Chamou um
amigo.
– Estou pensando em tirar um pedaço do meu
cérebro. Eliminar a memória. O que você acha?
– Muito
boa ideia. Por que não pensamos nisto antes? Opero você e depois você me opera.
Também quero.
Ignácio de Loyola Brandão, in Cadeiras proibidas
Não se preocupe com palavras bonitas apenas deixe fluir o que está na sua cabeça sobre toda a realidade que te cerca. O ano de 2020 vai ficar para a História da humanidade como o ano em que a Terra praticamente parou, e que a gente gostaria de esquecer.
Mas o que não podemos esquecer é que o ano ainda não acabou. E as coisas vão melhorar.
Solte a imaginação no caderno que a gente combinou de separar para o projeto, ou mesmo no caderno de Português caso ainda não tenha o do projeto.
Se quiser coloque uma foto aqui no comentário. E por falar nisso deixe o seu 'oi' por lá, pois é como vou comprovar sua presença tá?
E para ajudar:
conto “O homem que queria eliminar a memória” — Ignácio de Loyola Brandão — Cadeiras Proibidas pags: 32/33/34
Clipe da música https://www.youtube.com/watch?v=H8zbYY41Vus
imagens https://www.google.com/



Aeee que começem nossas aulas!
ResponderExcluirSeja bem vindoooooo‼ Leia tudinhoooo e depois passe para a redação toda a sua emoção♥♥
ExcluirNão tem hora que dá vontade de esquecer tudo? Mas achei o personagem radical demais… sei lá esquecer tudinho assim‼
ExcluirPresente!
ResponderExcluirGostei do conto...