quinta-feira, 6 de agosto de 2020


Olá meninos e meninas, de volta as nossas aulas‼

Espero que estejam todos bem, levando esse período de pandemia com saúde, paz e harmonia.
Continuando nossa saga ‘Mãe África’, vamos visitar hoje um dos assuntos mais gostosos desse projeto. Isso mesmo vamos falar de comidaaaaaaaaaaa…

Gulodice  à parte não há nada mais gostoso que a comida do Brasil! Pode parecer exagero, mas a alimentação brasileira tem uma riqueza incrível, pois sua origem é uma mistura das tradições indígenas, europeias e africanas.
Se os comerciantes de escravos traziam os ingredientes (especiarias), os escravos traziam na memória os usos e os gostos de sua terra. Era aí que estava o segredo: a cozinha negra se desenvolvia na senzala, em tachos de ferro.




Eles introduziram ingredientes diferentes como leite de coco-da-baía, o azeite de dendê, a pimenta malagueta.
Com eles descobrimos o feijão preto, aprendemos a fazer acarajé, vatapá, caruru, mungunzá, angu, pamonha e muito mais!
Os portugueses traziam da Europa os ingredientes para fazerem suas comidas. A comida reservada para os escravos era pouca. Eles se alimentavam dos restos que sobravam dos senhores. 
Mas, com criatividade, faziam comidas gostosas. Enquanto as melhores carnes iam para a mesa dos senhores, os escravos ficavam com as sobras. Pés, orelhas, carne seca, rabos, costelinhas e outras partes do porco, misturadas ao feijão preto, deram origem à nossa tradicional feijoada

Salvador, a capital da Bahia é a cidade com maior população negra fora da África. Cerca de 80% da população é de origem afrodescendente. O Museu Afro Brasileiro, localizado no Pelourinho, mostra a história da colonização e imigração africana. O bairro é considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO e guarda vestígios da época em que a cidade foi a primeira capital da colônia. A culinária baiana é a mais conhecida do Brasil. 
Os pratos de origens africanas têm tempero forte à base de azeite de dendê, leite de coco, gengibre e pimenta, entre eles, acarajé, abará, caruru e vatapá.



Sem mais delongas vamos conhecer alguns pratos tipicamente brasileiro, ou baiano que seja, que tem total influência africana nos ingredientes e preparo:

Feijoada
O brasileiríssimo prato se originou nas senzalas. Enquanto os melhores cortes da carne iam para a mesa dos senhores de engenho, os escravos ficavam com as “sobras” da carne, como pés, orelhas, linguiça e carne seca, que eram cozinhados com feijão preto em um grande caldeirão, surgindo assim: a feijoada!
A Bahia é muito conhecida por seus sabores apimentados e principalmente pela influência africana. Dessa mistura só poderia sair coisa boa, não é mesmo? O acarajé é um dos pratos mais típicos da região, foi inventado a partir da massa de feijão fradinho, cebola, sal e azeite de dendê, claro. Ele ainda pode ser servido com a pimenta baiana, camarão seco, vatapá ou caruru.
Você imaginou que ele era marroquino? Bem, pense de novo! É, de fato, um prato árabe, da região norte da África, Magrebe. Feito de sêmola amassada à mão com água, até se transformar em pequenos grãos que são cozidos em uma cuscuzeira no vapor. No Brasil, podemos encontrar diferentes variações receitas criadas a partir do cuscuz, como o cuscuz mineiro, o paulista…
O nome lembrou quibe? Mas não se engane! O quibebe é uma espécie de purê de abóbora delicioso e que serve como acompanhamento para carnes em geral. O termo quibebe é originário da língua africana quimbundo, falada no noroeste de Angola.
Essa você com certeza já deve ter comido! Em quase todos os churrascos ela se faz presente. A farofa, do quimbundo “falofa” também teve sua origem na era colonial, após o plantio da mandioca, grande responsável pela iguaria. Popular no Brasil, ela acompanha carnes assadas e suas receitas, claro, foram evoluindo com os anos.
O nome é estranho, mas você provavelmente já comeu sem saber! O abará nada mais é do que o bolinho de origem afro-brasileira, feito de feijão-fradinho, e embrulhado em folha de bananeira cozida em água. Ele pode ser apreciado com recheio de camarão, ou até mesmo incorporado a massa.
 E é assim que a gente termina por aqui a aula dessa semana. Pesquise com a família, pai, mãe, avó, avô, tia, tio etc. alguma receita dessas aí em cima ou qualquer outra que remeta ao sentido afro transcreva com detalhes e se possível faça em casa e me envie uma amostra (brincadeira)…


Não podemos de forma alguma perder a fé e a alegria na vida, mesmo diante das situações difíceis da vida, por tanto, fiquem bem e um graaaande abraço virtual e até semana que vem ♥♥.

Referências

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